i gave my life to a simple chord

terça-feira, agosto 06, 2002

Das coisas curtas encontradas em um lugar perdido
Mais alguns textos da coleção "como dizer exatamente a mesma coisa 200 vezes para a mesma pessoa que não está ouvindo"

Broken glass into my veins

Não quero você assim. Quero você de verdade. Não adianta nada acordar quentinha do teu lado se for pra sentir mais frio depois, quando você puxar as cobertas. Quero você de verdade. Quero você entregue, inteiro e cego. Quero você meu. Posso ter outros, mas quero você. Minto pra mim que vou aceitar do jeito que for, mas é mentira. É só até conseguir fazer as coisas do meu jeito. Você sabe tudo, você sabe o que é amar até doer, você entende, mas é incapaz de olhar pro lado quando me contorço de dor. Não faz mal, eu ainda te amo. Mas não quero você assim. Eu quero você de verdade.

13.maio.02

xxx

I would for you

Eu teria ficado, se você quisesse. Teria ido com você, teria ido até o inferno, até o deserto, até onde você quisesse me levar. Teria ido com os olhos vendados se você me levasse pela mão. Confio em você. Confio até hoje, quando você entra com as quatro rodas nos buracos da estrada. Confio em você, meu querido. Porque sim. Confio em silêncio, a respiração congelada e toda a fé que me restou. Poderíamos tanto. Um livro, uma casa, um filho, uma vida. Poderíamos. Você não quer. Hoje eu vi evaporar o sentido da minha vida. Poderia fazer tudo com outro, mas não vou. Eu quero você. Então não vou. Eu só iria por você.

14.maio.02

xxx

Mas espera; o que você me ensinou?

Nada. Nada!

Eu que te ensinei. Eu que te falei sobre a dor e a solidão e a paixão e o medo e o filho da puta que não pára. Você não disse nada, só um amontoado de frases bonitas, coisas só de olhar, só pra me enganar. Não, não, desculpe, estou sendo injusta. Você me ensinou que nenhuma solidão é forte o bastante para derrubar a namorada do Arturo. E que somos iguais, pateticamente iguais, só que você não joga os dados e não vai até o fim. Mas o que eu fiz com você, o que você fez comigo, aquelas coisas todas vão ficar estampadas para sempre em páginas manchadas de vinho barato, vinho que fica azul, que mancha o dente, que esquenta a alma.

Você apaga a luz pra não ter que se ver?

Eu disse que agüentava, que iria até o fim. E eu agüento, eu agüento mesmo, fraca, pálida, com olhos opacos, mas agüento. Agüento porque quero, porque preciso passar por isso.

Perigoso é morrer sem viver, my dearest.

Mais uma cerveja.
Mais um prego no coração. Não faz diferença, o meu já está todo furado mesmo. Quase não dá mais para sentir.

Sou contra a pena. De mim, de você. Pena é para os fracos. E você não é fraco.

É tudo tão fácil. Ver é sempre bom. Você só precisa abrir os olhos.

Até o fim. Eu vou até o fim.

11.junho.02

xxx

Yadda yadda yadda.

.: Clara Averbuck :. 5:20 PM

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