i gave my life to a simple chord

sábado, julho 13, 2002

Todo o vinho que meu corpo agüenta.
Vinho.
Vinho é o fim do diminutivo do nome do meu muso.
Meu muso que impede que eu ame qualquer um totalmente.
Meu muso que me nublou pra sempre e que me faz chorar sem se mexer, sem lembrar que existo.
Ele não lembra que eu existo.
Ele quis esquecer. E acho que esqueceu.
Mas eu lembro dele.
Cada movimento, cada olhar, cada oi, cada nada que ele fez, eu lembro.
Não quero esquecer. Nunca, não vou esquecê-lo, meu muso eterno.
Vinho.
Muito vinho.
Estou rosa. Minha cor predileta.
Bochechas rosadas de vinho.
Calor.
Vou deitar pra passar.

Está frio, mas sinto calor.
Quero morrer, acho.
Morrer é ficar sem o Joo? Então não.
Sem o Joo não dá.
Fiz uma página pro Joo.
Estou tonta demais para dar o endereço.
Tonta de bêbada.
Eu te amo, lembra? Amor não acaba. O Leminski que me contou.

Jogo a cabeça pra trás.

Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

Paulo Leminski.

São Paulo Leminski.

Vou deitar pra passar.

Eu sou de verdade.

Alguém mais aí é?

.: Clara Averbuck :. 3:16 AM

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