i gave my life to a simple chord

sexta-feira, junho 14, 2002

Meio Tarde

[postado do Rio]

É preciso viver, Malandro, assim não dá pra se segurar não.
A grana tá braba, a vida tá dura, mas um tiro só não vai me derrubar não.


Estou fascinada com a redescoberta do Lobão aqui em casa. Tinha esquecido o quanto gosto desse cara até roubar emprestado o Vida Bandida lá do meu date. O Lobão é foda. Sensibilidade e culhões são duas coisas que raramente andam juntas. E um cara que escreve Chorando no Campo, que quase me fez chorar na cidade ontem, e ao mesmo tempo peita as gravadoras e xinga o Caetano Veloso certamente enquadra-se nessa categoria. Sem contar que "ela adora me fazer de otário" é uma das melhores primeiras frases de música de todos os tempos. Acho que vou mandar um email pra ele. Sempre quis ser amiga do Lobão.

Ontem eu virei a noite. Fazia tanto tempo que eu não virava. Rapaz, não importa o que digam os médicos, isso me faz BEM. Muito bem. Meu cérebro trabalha duas vezes mais rápido e eu fico escrevendo 217 textos ao mesmo tempo. Desconectada - quer dizer, sem internet em casa - fica ainda melhor, porque consigo me concentrar um pouco mais. Eu disse um pouco. Muita concentração me atrapalha.

Vida de Gato vai de vento em popa. YES! Consegui usar "de vento em popa". Sabe, uma das coisas que me faz adorar o Marcão é que ele também comemora quando consegue usar expressões ou palavras. Sem contar que o GAPD nos uniu para sempre em laços de sangue e pólen dos grílits que vivem nas longínquas Montanhas Lésbicas. Em breve, soltarei mais um pedacinho do livro aqui para vocês.

Ontem fiquei com preguiça de ir até à cadmía tomar banho, esquentei água em um balde com aqueles coisinhos de ligar na tomada, acho que o nome é rabo quente (!), e tomei banho de canequinha. É tão humilhante tomar banho de caneca. Sério. Mas tudo mudará em breve. Eu acho. Espero. Rezo. Se bem que se as coisas começassem a dar certo demais, meu livro novo ia perder toda a graça.

Então é o seguinte, vou ali no Rio e já volto.

... !!!

"Mas como, Clarah? Você não tem dinheiro nem para chegar no Rio Tietê!"

Oh, eu sempre dou um jeito quando quero muito. E eu quero muito ir pro Rio. Eu preciso do Rio. Preciso do mar, preciso dar um descanso para os meus olhos e ser afofada pelos meus amiguinhos amados, preciso soltar meu coração da coleira e deixá-lo correr um pouco na areia. Preciso ver o show do Glamourama no sábado e ouvir Nina Simone e Chet Baker e tudo. Preciso de surpresa. Preciso, preciso. Depois eu volto. Porque é mais perto.

Sintam saudades.

.: Clara Averbuck :. 9:48 PM

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  • me espalhe, sou uma peste
  • eu leio a bust