i gave my life to a simple chord

sábado, junho 01, 2002

Ai. Ai, ai. Ai. Argh.

E aí? Quando vai me escutar?

Eu sempre escuto. Você não me dá opção. Mas só serve para ficar pensando "oh, ela estava certa".

Certo. Você quer se foder sempre.

Não. Eu quero tentar.

Você sempre atravessa a rua quando o sinal está vermelho.

Quer o quê? Que eu atravesse na faixa? Faça-me o favor.

Não precisa. É só olhar para os lados.

Quero vomitar. Dói tudo. Não consigo andar.

Ah, consegue.

Gastei todas as forças.

Você guarda de novo.

Vou tirar daonde?

Da bolota. A sua bolota continua a mesma, continua pura e é sua. Ninguém toca na sua bolota.

Bolota? BOLOTA? Seu Gomez está te influenciando demais.

Sorte sua. Se não fosse ele, você tinha entrado na maior roubada de todos os tempos hoje.

Estou passando mal, você pode me ajudar?

Pra você poder continuar passando mal quando acordar amanhã? Não.

Obrigada, me sinto melhor. Acho que vou morrer de amor. Ou da falta de.

Ninguém morre de amor há mais ou menos 60 anos.

Ninguém ouve Vicente Celestino também.

Você devia seguir o exemplo deles, sua vaca dramática.

Não quero seguir nada. Me deixa.

Deixo.

Não, não me deixa. Me dá a mão.

Não tenho mão, panaca.

Ai.

Sozinha. Você está sozinha.

Mas eu não estava.

Estava sim. Sempre esteve.

Mas não. Mas tinha ele lá.

Tinha, tem, qual a diferença? Você está sozinha.

Tem o Joo.

Tem. Tem o Joo.

E tem o teclado.

Tem, tem o teclado.

E tem... Não tem mais nada.

Não, não tem mais nada. Só tem você.

Bom... tem o Laka que a minha mãe mandou.

Dá um pedaço aí.

.: Clara Averbuck :. 8:06 AM

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