i gave my life to a simple chord

quinta-feira, maio 16, 2002


Ai, sabe.

Como, alguém pode me dizer COMO eu posso ser tão idiota?

Digo que dou tudo, faço tudo, paro tudo, e é a mesma coisa que não dizer nada. Nada. Mesma coisa que falar sozinha. Minha mãe já tinha me falado sobre isso. Saio correndo pra ele e não quer dizer nada. Nada.

Nada.

É tão simples. Eu não sou nada. Só uma bóia, uma pranchinha de isopor, daquelas pequenas, que viram farelo com qualquer movimento mais brusco.

Mas eu sou tão, tão idiota, que eu agüento. Eu disse qualquer coisa.

Engraçado, passou minha fome. E minha sede. Passou tudo.

Como se pára, hein? Pára. Pára. Pára. Pára de bater, filho da puta. Pára que eu não te agüento mais. Pára que eu não quero te escutar. Não quero. Pára. Mas ele não pára. Ele nunca me escuta. Ele não me obedece e continua batendo. Todos os outros órgãos pararam, mas ele continua batendo. Sozinho.

O alarme soou e eu não fugi. Acho que quero morrer queimada.

Eu disse qualquer coisa.

Mas ele não escutou.


.: Clara Averbuck :. 7:35 PM

Acesse os arquivos por aqui:

  • wanna find me?
  • miau?
  • me espalhe, sou uma peste
  • eu leio a bust