i gave my life to a simple chord

quarta-feira, abril 24, 2002

Oquei.

Vocês todos combinaram, é isso?

Just because you're paranoid doesn't mean they're not after you, disse o Kurt.

(Passei o dia ouvindo Nirvana hoje. Grunge, hoje eu estava muito grunge.)

Um paranóico é o cara que tem uma vaga noção do que está acontecendo, disse o Burroughs.

E eu digo: vocês combinaram, vocês todos combinaram, combinaram por ICQ, por SMS, por email e telefone e sinais de fumaça e código morse e mensagens encriptadas, vocês combinaram de falar do Jim Morrisson à minha volta no dia de hoje. Este cara ficou falando do Jim Morrisson e do Blake, mas eu fiquei com sono. Daí, ele também ficou escrevendo lá onde escreve pra mim sobre o Jim Morrisson. E agora, recebi um email deste outro cara falando do Jim Morrisson! Qual é? Qual é?Três vezes, três pessoas diferentes falando do mesmo cara em diferentes contextos, no intervalo de uma hora. Eu não acredito em coincidências. Não existem coincidências. Existem linhas se encontrando. Não gosto de Doors, me dá sono. Já gostei de Doors lá na minha adolescência, fiquei muito impressionada com a força do filme do Oliver Stone(d), fiquei muito impressionada com o Jim Morrisson todo, imagino que ele deve ter sido um PUTA poeta, mas não bate. Cada um tem a sua droga, lembra? A minha droga é outra, a minha droga não é o universo e seus mistérios e portas; minha droga são as minhas entranhas. As minhas e as dos outros. O resto não me interessa agora. Talvez me interesse um dia, mas agora, não quero saber. Meu negócio é decadência, junkies, bêbados, low life, densidade, autodestruição, e depois, sublimação. Meu negócio é chegar quase no fundo e pular fora antes. É sentar na beirinha e olhar pra baixo e provar que eu não tenho medo de altura. É me levar até o limite, até o meu limite, e voltar ilesa. É olhar o diabo no olhos e dizer "eu venci, otário". Porque eu sempre venço. Eu vivo olhando este filho da puta nos olhos, e ele vive sorrindo e tentando me comer. Todos os dias, ele tenta me seduzir de formas diferentes, usando todo mundo que pode -- um monte de gente, se você quer saber --, tentando me levar para algum quartinho de motel, para o banco de trás de algum carro, para algum beco escuro, mas nunca vai conseguir. Esse cara nunca vai me comer, porque minha essência continua a mesma, continua pura e continua minha. E pra sempre vai ser assim, a não ser que EU resolva me entregar. E eu nunca vou me entregar, porque eu venci, otário. Bate mais forte, se você quiser me atingir. Bate o mais forte que você puder, e eu vou rir da sua cara, porque eu sempre vou vencer. Você não pode comigo, nunca vai poder comigo. Então pode bater o quanto quiser, pode gritar e espernear e arranhar as paredes e chamar todos os teus exércitos, porque o meu é mais forte.

.: Clara Averbuck :. 5:26 AM

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