i gave my life to a simple chord

quarta-feira, abril 17, 2002

Mean green mother from outer space
da série "parágrafos, não trabalhamos"

Ai, tá. Não comecem com essa cara de "ih, olha a hora do post, ela não dormiu de novo". Não dormir é altos massa, dá pra fazer várias coisas divertidas, como banners, por exemplo. Ou como falar com a minha garota no irc. Fazia tempo que eu não entrava no irc. Continua uma merda, nenhum canal legal, um bando de lacônicos querendo bolinar gente em pvt e um monte de retardados usando scripts coloridos e irritantes e achando que vão pegar alguém. ERRADO. Saudades da época em que eu praticamente morava no #barril. Foi lá que conheci meu melhor amigo Auro, de quem falei outro dia. Sim, eu conheci meu melhor amigo no irc, e não contente com isso, ainda o conheci pessoalmente em um IRCONTRO, onde escandalizamos a sociedade catarinense. Sim, amigos. Eu sou muito mais geek do que qualquer um possa imaginar. Vocês acham que passei a adolescência afundada na droga? Pois eu passei, mas isso não me impedia de ficar a madrugada inteira no irc falando muita merda. Saudades daquela época. Muita gente legal, muita putaria e muita diversão. Era legal porque ninguém acreditava que eu era mulher até me conhecer pessoalmente. Neguinho achava que eu era algum marmanjo querendo pregar peças nos outros, porque "mulher não fala assim". Yeah, right. Quando me conheciam, vinha o pavor. Ohh, a big bad adolescente tatuada! Naquela época eu era esqueleticamente magra e junkie porque as boletas ainda funcionavam. Agora elas não funcionam mais neste corpo velho e cansado e eu tenho que ficar indo à cadmía e comendo frutas e cereais. Saco, saco, saco. Parei faz mais ou menos três semanas (ou duas? whateeever) e já estou começando a achar que a minha bunda está flácida. Nem devo mais caber na minha calça azul, faz uns três dias que não uso. Ah, bobagem; sábado eu coube na minha saia azul, que não entrava em mim desde os dezenove anos. Então eu preciso voltar pr'acadmía ligeiro. Falem com meu pai. Digam "ei, Senhor Pai da Clarah, já que você e a Dona Mãe da Clarah vão para New York enquanto ela fica aqui sendo acordada por vendendores de abacaxi, pelo menos dê uma alegria para sua filha e pague a maldita cadmía". Oquei, estou sendo muito injusta. Ele só vai pra NY porque o filme em que ele atuou e fez a trilha vai estrear num festival lá. Não vou dar detalhes porque quero deixar o amigo leitor curioso e porque o site do filme ainda não está pronto. Deve ficar amanhã, daí eu escrevo e posto umas fotinhos e tudo. A estréia vai ser lá. Lá. No lugar mais foda do mundo, onde eu ainda vou morar. Mas por enquanto vou ter que ficar aqui com os vendendores de abacaxi. E eu nem gosto de abacaxi. Droga. Se o cara ainda vendesse morangos, tudo bem, eu até descia e conversava com ele e comprava uns morangos se tivesse dinheiro e filava uma bandeja se não tivesse. Mas não, ele vende abacaxis. Desculpe, eu não quero ouvir. Não quero ouvir nada de manhã. Nada que não tenha escolhido, é claro. Amanhã eu vou querer acordar ouvindo Doves, mas provavelmente vou acordar com o Pinheiros - Largo da Batata parando debaixo da minha janela e seguindo a tradição. NY. NY. NY! Meus pais vão pra NY. Arghhhhhhhh! Eu dava um rim. Dava um pulmão. Dava até o fígado, o que eu sei que seria motivo de piada, porque ninguém ia aceitar esta golesma inútil e inchada. Eu dava qualquer coisa que não me fizesse falta para ir junto. Não, não. Não podia ser, sei lá, em BOSTON? Tinha mesmo que ser em NY? Arghhhhh! Tudo bem, tudo bem, eu ainda vou de graça para o lançamento da edição americana do meu livro. *GARGALHADAS HISTÉRICAS* Isto NÃO VAI acontecer. Mas que seria legal, seria. Seria legal também que alguém tirasse uma foto minha agora. Deplorável. Passei o dia desgrenhada, andando pela casa com uma calcinha velha e uma camiseta dos Walverdes, que neste momento encontra-se suja de lama vulcânica verde e baba de creme dental. Realmente sensacional. Queria tirar uma foto minha com a máscara de lama verde. Sassy, disse a minha garota quando descrevi meu estado. É fera que quando a lama seca, impossibilita qualquer movimento de qualquer músculo do rosto sem que a sua pele rache e doa horrores. Então você não pode rir, e é claro que coisas engraçadas acontecem. Mas agora me deu um puta sono, então eu vou ali dormir e sonhar com o mesmo idiota que eu sonho todas as noites até passar. Não está longe de passar, porque agora eu quero que passe. Tem gente que não vale a pena, não vale o esforço, não vale o sofrimento. Mas eu sempre quero achar que vale, porque sempre estou disposta a achar um homem para quem possa dar o meu sangue, meu suor e minhas lágrimas, tudo junto com meu cérebro, meu corpo, minha atenção e uma quantidade cavalar de amor doentio. Minha vida, basicamente. Tudo. Eu quero dar tudo. Mas nunca ninguém quer pegar, eles acham que não vão conseguir carregar, como se eu não fosse capaz de caminhar sozinha. Mal sabem eles que eu não só posso caminhar, como consigo carregá-los nas costas. Então eles fogem, achando que é muito pesado. Não tem problema: as long as I know how to love I know I'll be alive. Mas na versão do Cake, por favor. Boa noite.

.: Clara Averbuck :. 4:42 AM

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